“O inexplicável horror de saber que essa vida é verdadeira” – Fernando Pessoa.


Esperamos sempre por um futuro melhor, Como se do presente contundido Fosse sobrar algo que preste! Os seres humanos são muito engraçados… Sempre achei, acho graça até de mim mesma! Ou acreditamos no milagre de que tudo vai melhorar, Como num passe de mágica, Ou simplesmente nos entregamos ao pessimismo, Esperamos sentados o velhinho do facão! Por que não acreditar apenas em: Ação e reação Efeito e causa Bate e volta… Porque não pensar melhor antes de agir? Evitaríamos assim um futuro inconseqüente. Teimamos em viver olhando só pra frente ou só pra trás…ah burrice! Esquecemos de olhar pro agora Cuidando pra que ele não venha a se tornar o detonador para um amanhã Nulo, vazio… Plantar e colher… Deveríamos pensar mais nisso! Sabe quando nada nos entristece,nada alegra, nada irrita… Nada comove, lagrimas não rolam, dor? Não sinto… Nada causa reação. Apenas essa melancolia maldita que tomou conta de mim nesses últimos dias! Confusão, CoNfUsA! É assim que me sinto. Definições, esse é o meu problema, Tudo que já foi consistente não passa de uma imensa gelatina, Escorrega-me das mãos, escapole, desmancha-se com facilidade, derrete-se, dissolve… Construções que ruíram… Falar do que sinto? Como se não sei mais o significado dos sentimentos… Não sei como se expressam Não sei como me atingem! Ódio, amor, ternura, rancor, paixão… Parece-me tudo tão estranho, tão irreal, novo (peraí, NOVO???) Meus sentidos continuam captando as mesmas coisas, A diferença é que antes eu tinha o controle, a definição. E agora só tenho dúvidas, uma vila imensa e desorganizada de interrogações, interminável… A subjetividade das coisas sempre me assusta, impressiona, incomoda Sempre quis saber o que há por trás, nos bastidores dessa peça chamada vida Onde tudo que nossos olhos vêem é fictício, ilusório! Seria bem mais fácil se eu acreditasse que a vida real, é isso Só isso! Mas droga, não é! E o que posso fazer? NADA! Ou então passar madrugadas em claro tentando desvendar meus abismos internos, Percebendo a cada dia que não há nada para ser encontrado, Que no final, somos apenas pó, pueira estelar, fumaça… Queria encontrar um pedaço de terra firme dentro de mim…Ah, mas isso já me tiraram, eu mesma cuidei de implodir essa ilha…Se alguém pudesse fazê-la emergir seria uma benção, eu faria dela um paraíso! Esqueceria os vácuos, os abismos, os desertos… E me dedicaria só a ela, em torná-la um oásis dentro de mim, em meio ao meu louco e confuso EU… Mas estou perdida num barquinho e não encontro porto algum! Queria pisar sentir meus pés firmes no chão… Segurança… Ou coisinha difícil! Tudo ganha e perde sentido simultaneamente… Não sei aonde vão me levar meus desarranjos e diarréias mentais… Tudo que eu queria hoje, Era tropeçar numa pedra, Só pra ter certeza que ainda a existe algo de sólido nessa vida!

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